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segunda-feira, 24 de maio de 2010

A lenda de Anahí

Mais uma óptima árvore de carácter ornamental que dá pelo nome de Erythrina crista-galli e pertence á família botânica das Fabaceae .
O género Erythrina engloba em si cerca de 100 espécies de árvores ,( algumas com cerca de 18 metros de altura ) e de arbustos . Esta espécie decídua , em particular , atinge cerca de 9 metros de altura .
É originária da América do Sul , Brasil , e floresce na Primavera e Verão em cachos de flor vermelhos ou escarlate .
Propaga-se por sementes ou estaquia.
Existe uma lenda associada a esta árvore e a sua flor é hoje o símbolo nacional da Argentina e Uruguai . Esta conta a história de Anahí , uma menina índia , que aquando da invasão das suas terras pelo homem branco , foi condenada á morte na fogueira . A menina foi presa ao tronco de uma árvore e o fogo ateado envolveu ambas , em labaredas que tudo consumiram . Para espanto de todos Anahí passou os seus derradeiros momentos entoando uma melodiosa canção dedicada á sua tribo e á floresta que tanto amava . Ao amanhecer , no lugar onde tudo havia sido queimado , havia agora uma explosão vibrante de flores de cor escarlate , símbolo da coragem da pequena menina índia .
Erythrina coralloides
Na última visita ao Jardim Botânico da Ajuda em Lisboa tirei esta foto acima . Esta flor vistosa pertence á Erythrina coralloides , oriunda do México .

domingo, 9 de agosto de 2009

A planta que dança

foto de : fb.u-tokai.ac.jp

Foi em 1880 que Charles Darwin escreveu o seu livro " The power of movement in plants " onde descreve esta curiosa planta .
Á semelhança de uma sua parente conhecida , a "sensitiva " que fecha as suas folhas se lhe tocarmos , também esta planta tem o seu truque ... ela movimenta-se não pelo toque , mas pelo som .
Este movimento é facilmente visível a olho nu , sendo até bem rápido . Movimenta as suas folhas para cima e para baixo e em círculos.

A planta telégrafo como lhe chamam vulgarmente , pertence á família das Leguminosas , Fabaceae , e tem tantos nomes ciêntificos que confunde muita gente . Os nomes mais usados são talvez Codariocalyx gyrans (L. f.) Hassk ou então Desmodium motorius . É oriunda da Ásia e tem o seu habitat nos mais diversos locais , desde o Bangladesh , China , Índia , Nepal , Indonésia ou Tailândia , entre outros .

terça-feira, 28 de julho de 2009

Labaredas de fogo

Foi por causa de plantas como esta que me apaixonei pela jardinagem ...
As flores do Lotus Berthelotii fazem-me lembrar a chama de uma vela a tremelicar .
Quando esta planta floresce num jardim , é como se este de repente , ficasse iluminado , por mil lanternas a ondular ao sabor do vento suave de Verão .

Pertencente a uma das maiores famílias de plantas , a das Fabaceae ( Leguminosae ) ou Leguminosas , esta planta é uma das melhores para atrair beija-flores para o jardim .

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Seguindo as placas

Jardim das Portas do Sol em Santarém
Estas pequenas flores pertencem á bonita árvore Cercis siliquastrum , mais vulgarmente conhecida como árvore de judas ou olaia . É nativa da região Mediterrânica , mas encontra-se espalhada por inúmeros jardins de toda a Europa . Todos os anos , a partir de meados de Março , floresce intensamente trazendo mais cor para os ainda frios , dias de Inverno . Crescem profusamente , ainda mesmo de aparecerem as folhas e por vezes directamente dos ramos mais velhos , algo não muito vulgar em árvores . Este pequeno género de plantas , ao todo , engloba 6 ou 7 árvores caducas e arbustos da família botânica Fabaceae . O seu fruto faz lembrar uma vagem de ervilhas e é geralmente produzido pela planta de forma abundante , tornando-se a maneira mais fácil de a propagar .

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Olhó bom do tremoço ...

É por esta altura do ano que as espigas coloridas e de aroma doce do Lupinus Luteus voltam a surgir para nos animar , mesmo a tempo de dar as boas vindas a todos os seres que "acordam " com a Primavera .
E é ver , em plena azáfama , os insectos atraídos pelas suas cores brilhantes de volta das suas flores . Iludidos , pois a flor da tremocilha apesar de tão bonita não contém néctar , somente um líquido adocicado , mas vendo bem ... acho que eles não se importam ...



  • Botânica : A tremocilha, ou melhor dizendo , o Lupinus luteus pertence á família botânica Fabaceae . Esta última , é a 3ª maior família de plantas existente , englobando cerca de 730 géneros , e divide-se em 3 sub-famílias , sendo uma das quais a Faboideae ( ou Papilionoideae , nome alternativo aprovado pela Internacional Code of Botanical Nomenclature ) da qual o Lupinus faz parte .
O nome deste género , Lupinus , vem da palavra latina Lupus , que significa lobo ; é que as suas folhas , se olharmos com atenção , fazem lembrar uma pegada de lobo .
É comum , que consoante a literatura consultada , surjam vários nomes de famílias , daí ser , por vezes difícil , descortinar qual a mais correcta ; ainda que diferentes , todas estas classificações estão correctas , mas com o surgir da nova classificação filogenética APG , é natural que alguns nomes da classificação clássica , entrem em desuso .
O género Lupinus compreende cerca de 200 espécies e encontra-se espalhado por toda a Europa , na região mediterrânica ocidental , África , América do Sul e América do Norte e Austrália, entre outros , consoante as espécies . Para além da espécie , existem ainda atribuídas sub-espécies, variedades, sub-variedades e formas . Geralmente a variedade distingue-se pela cor da semente e da flor e as sub-variedades pela cor das partes vegetativas e o factor ausência ou presença de antocianinas . Nesta área existem tantos nomes que não me atrevo a aprofundar mais a questão ...

  • Distribuição :
É uma planta que se adaptou bem e proliferou um pouco por todo o mundo , devido ás suas capacidades de resistência , principalmente á seca . Algumas espécies crescem até nos desertos do Arizona, Oregon , Texas , California e New Mexico , nos desertos do Peru e Chile e nos oásis do Sakhara . Crescem bem a sol pleno , em zonas moderadamente fertéis ou solos pobres e arenosos em todo o tipo de locais desde campos, clareiras de florestas , montanhas , falésias , margens dos rios ou zonas costeiras . A maior diversidade das suas espécies estão concentradas , imagine-se , nas zonas alpinas das Cordilheiras dos Andes , comprovando , mais uma vez, a sua grande adaptabilidade .
Características da planta:

Existem lupins das mais variadas cores . As variedades de jardinagem são as que apresentam maior gama de cores , desde vermelhos , rosas de vários tons , amarelos intensos , brancos , azuis e violetas . Já as flores dos lupins selvagens variam entre tons brancos , amarelos e azul arroxeados .
Por exemplo , o Lupinus albus tem flores brancas , o Lupinus luteus que é o das fotos acima tem flores amarelas e o Lupinus angustifolius que também se encontra muito em Portugal , tem flores azul arroxeadas .
Uma característica desta planta , é o facto de , tal como todas as leguminosas , ter a capacidade de melhorar os solos em que se encontra . As suas raízes principais , que alcançam uma profundidade de 1 a 2 metros , contêm nódulos de bactérias Bradyrhizobius sp. que fixam o nitrogénio do ar , transformando-o em azoto assimilável pelas plantas . Por isso , são muitas vezes usadas como cultura de poisio , para melhorar os solos entre colheitas .
  • E agora "last but not least " os famosos tremoços , pois é ... é daqui que vêem os tremoços que estamos habituados e que sabem tão bem...
Mas algo que eu não sabia , é que os tremoços , por si só , são tóxicos . Têm um elevado teor de alcalóides , como a anagirina e a espartéina , entre outros , que dão , no mínimo uma intoxicação alimentar com dores de barriga , náuseas , vómitos , tonturas e , para não falar do resto ...
Mas não se assustem os consumidores de tal aperitivo , pois por alguma razão , temos andado estes anos todos a comer tremoços demolhados . É que , todas essas toxinas desaparecem no fim de levados a "cozer" , ou colocando-os em água salgada por um bom tempo . Se não passarem por esses processos , são completamente intragáveis e tóxicos . Afinal , tudo tem uma razão de ser ....

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Trevo - encarnado

O nome botânico desta "espiga " colorida é Trifolium incarnatum . Esta foto foi tirada á cerca de 2 anos quando ainda nem fazia intenções de construir este blog . Na altura chamou-me a atenção pela cor avermelhada intensa das suas flores a ondular ao vento . A foto foi tirada em Maio quando se encontrava em plena floração .

É conhecida nos outros países da Europa e América pelos nomes de : italian - clover , crimson - clover ou scarlet- clover (clover = trevo ) ; tréfle incarnat , tréfle de Roussillon (em França ). O trevo- encarnado é uma planta nativa da Europa que se desenvolve principalmente nas margens das florestas , campos e beiras de estradas . Inicialmente uma planta silvestre , foi introduzido na América como forragem para o gado por conter um elevado nível de proteínas .

É usado também como cobertura , para melhoramento de terrenos por conter , tal como a maioria das leguminosas , nódulos radiculares de Rhizobium , uma bactéria que fixa o nitrogénio atmosférico para o converter em nitratos assimiláveis pela planta . Como geralmente o nitrogénio é um dos elementos que mais vezes se encontra em quantidades insuficientes no solo , uma simbiose deste género torna o terreno mais fértil e receptivo a novas plantações ; especialmente na agricultura biológica em que , não são adicionados fertilizantes químicos ao solo , esta planta é uma mais-valia na optimização de culturas .

Botânica :

Pertence ao género Trifolium , que engloba cerca de 300 especies ( não existente um consenso quanto ao número exacto ).

- Este género inclui-se na sub-família Faboideae ( nome alternativo = Papilionoideae ) , que por sua vez pertence á terceira maior família de plantas chamada de Fabaceae , (também designada de Leguminosae , na nomenclatura clássica ) .

Cultivo :

Dá-se bem em solos neutros com ph entre 6.5 e 7.5 e quando cultivada em solos mais alcalinos tem tendência a sofrer de clorose férrica ( dificuldade de assimilação de ferro que provoca amarelecimento das folhas ).O ideal será o cultivo em terrenos bem drenados , pois outras das doenças que afectam este trevo são de origem fúngica devido ao Fusarium oxysporum e F. sp.p. ou a podridão de raiz ( Selerotinia trifoliorum ).

Notas: Alguns tipos de Trifolium , principalmente o Trifolium subterraneum , contêm isoflavonas de acção estrogênica , que poderão ser prejudiciais quando utilizados nos pastos para o animais . Os fitoestrogénios dessas leguminosas aumentam na Primavera, na fase de crescimento, e diminuem na fase de floração da planta .