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segunda-feira, 24 de maio de 2010

A lenda de Anahí

Mais uma óptima árvore de carácter ornamental que dá pelo nome de Erythrina crista-galli e pertence á família botânica das Fabaceae .
O género Erythrina engloba em si cerca de 100 espécies de árvores ,( algumas com cerca de 18 metros de altura ) e de arbustos . Esta espécie decídua , em particular , atinge cerca de 9 metros de altura .
É originária da América do Sul , Brasil , e floresce na Primavera e Verão em cachos de flor vermelhos ou escarlate .
Propaga-se por sementes ou estaquia.
Existe uma lenda associada a esta árvore e a sua flor é hoje o símbolo nacional da Argentina e Uruguai . Esta conta a história de Anahí , uma menina índia , que aquando da invasão das suas terras pelo homem branco , foi condenada á morte na fogueira . A menina foi presa ao tronco de uma árvore e o fogo ateado envolveu ambas , em labaredas que tudo consumiram . Para espanto de todos Anahí passou os seus derradeiros momentos entoando uma melodiosa canção dedicada á sua tribo e á floresta que tanto amava . Ao amanhecer , no lugar onde tudo havia sido queimado , havia agora uma explosão vibrante de flores de cor escarlate , símbolo da coragem da pequena menina índia .
Erythrina coralloides
Na última visita ao Jardim Botânico da Ajuda em Lisboa tirei esta foto acima . Esta flor vistosa pertence á Erythrina coralloides , oriunda do México .

domingo, 23 de maio de 2010

Sumaúma - fotossíntese no tronco

Tem o nome vulgar de paineira ou árvore -de-lã , este último devido ás suas sementes que quando abrem apresentam muitos filamentos sedosos para facilitar a dispersão pelo vento que nos fazem lembrar uma bolinha de algodão . Este exemplar achei-o no jardim do Museu de Fotografia Carlos Relvas na Golegã .
De nome Chorisia speciosa , esta árvore de grande porte pode atingir até 30 metros de altura e é originária da América do Sul , Argentina e Brasil .
Pertence á família botânica das Bombacáceas e ao género Chorisia , mais recentemente coma synonímia de Ceiba .
Esta árvore imponente possui inúmeras características muito interessantes , que lhe conferem ainda um maior carisma para além do conferido pelas próprias flores em jeito de hibisco .
Uma característica muito sui-generis é o facto de possuir espinhos muito aguçados em todo o seu tronco até á idade de cerca de 20 anos , altura em que começam a ser absorvidos pela casca até desaparecerem . Floresce em meados do Verão até ao inicio do Inverno nas cores que vão desde o rosa claro até ao salmão , brancas ou rosa de tonalidade mais escura . Os centros das flores podem variar também desde o amarelo esbranquiçado até ao amarelo dourado . Mais uma característica interessante é que dentro da mesma espécie o número de flores , a cor e o número de espinhos que o tronco apresenta podem diferir muito .
Esta árvore realiza fotossíntese , adivinhe-se ... também ao longo do tronco , através de estrias contendo tecidos com pigmentos fotossíntéticos que auxiliam no seu desenvolvimento contínuo , até durante o Inverno altura em que perde as folhas . Talvez por este facto apresenta um crescimento muito rápido , sendo por isso muito escolhida em jardinagem para a rápida reflorestação de espaços livres .

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Acer

Nas belíssimas terras lá para os lados do Oriente , nasceram á muito , muito tempo atrás , árvores majestosas de folha elegantemente recortada e com cores tão bonitas , que ainda hoje , seja em que parte do mundo for que estejamos , quando ao pé delas , parecemos directamente transportados no espaço para a magnificiência que é um jardim japonês.

Em baixo na foto um exemplar de Acer palmatum atropurpureum a dar as suas primeiras folhas do ano.

Em meados do Outono as folhas cor de vinho dão lugar a tons cor de laranja avermelhado.

Apesar de imediatamente associarmos esta árvore a estas paragens e de haver algumas espécies originárias do norte do Japão , a família Aceraceae é composta por cerca de 120 espécies com distrubuição pelo mundo inteiro : Europa , norte de África e América do Norte e Central .

Nesta família de plantas , existe de tudo , desde espécies ameaçadas de extinção até outras que são consideradas invasivas (em alguns locais , diga-se ).

Como espécie vulnerável temos por exemplo , o Acer duplicatoserratum , ou o Acer pycnanthum .Este último cresce no Japão e é uma espécie ameaçada , vulgarmente conhecida por Hana no ki . Considerado muito raro , está agora confinado a uma pequena parte da ilha Honshu e alguns especimens são até protegidos por vedações , sendo considerados como "monumentos naturais nacionais ".

Muitas outras espécies estão igualmente em perigo , tais como o Acer erythranthum da Indonésia ou o Acer caesium dos Himalaias , devido ao corte para exploração de madeiras .

Nunca é demais lembrar por isso que , ao comprar a sua mobília se informe do tipo de madeira que é e se possível a sua proveniência . Acho que chegou a altura de tentar retribuir tudo de bom que as árvores , os grandes pulmões da humanidade , fazem por nós .

Foto acima de: http://www.kepguru.hu/

terça-feira, 3 de junho de 2008

Árvore das tulipas

Esta árvore do género Liriodendron pertence á grande família das magnólias (Magnoliaceae ) .
  • Até cerca de 1875 os botânicos acreditavam que a Liriodendron tulipifera era a única espécie existente dentro deste género . Nessa altura , uma nova planta foi descoberta na China , hoje chamamos-lhe L.chinense e a maioria dos especialistas nomearam-na como sendo mais uma nova espécie , ( apesar de alguns acharem que se trata antes de uma nova variedade ). Têm ambas uma característica muito própria , que é o facto de possuírem folhas com 4 lóbulos , o que as distingue facilmente de outras árvores .
Esta espécie , a Liriodendron tulipifera é originária dos Estados Unidos , a este do Rio Mississipi . Podemos encontrá-la desde o estado de Illinois , passando por New England até ao sul da Florida e Louisiana . Das espécies de árvores nativas dos U.S. é uma das maiores e mais bonitas , talvez por isso foi escolhida para representar os estados de Indiana , Kentucky e Tennessee .

Este exemplar da foto , cresce á muitos anos no jardim das Portas do Sol , em Santarém .

Botânica :

É uma árvore com um crescimento muito vigoroso ; exemplares que crescem nas florestas virgens das Appalachian Mountains ( um sistema de montanhas na zona oriental da América do Norte ) são conhecidos por alcançarem mais de 50 metros de altura . Trata-se por isso de uma espécie pouco adequada a quem tem um jardim pequeno .

Existem da espécie L.tulipifera 2 variedades : a "Aureomarginatum " , com folhas marginadas de amarelo e a "Fastigiatum " ( uma variedade premiada em jardinagem ) com um porte mais erecto e que cresce apenas até cerca de metade do que as suas congéneres .

As suas características folhas , parecem ter sido cortadas nas pontas com uma tesoura , são diferentes de todas as outras e por isso facilmente identificavéis , além disso as flores que aparecem por volta de Maio/ Junho fazem lembrar uma tulipa ( e tal como no bolbo , crescem solitárias na ponta dos galhos da árvore ) , fazendo jus ao nome comum que lhe foi atríbuido . Quando é chegado o Outono as suas folhas transformam-se em tons de amarelo dourado .

Cultivo :

Esta árvore cresce muito bem em solo fértil e ligeiramente ácido e em climas temperados com algum sol ou sombra parcial ; tal como nas florestas , onde se protegem umas ás outras , dos ventos agrestes e do sol em demasia .

Podemos propagá-la através de semente , que aparece em cápsulas castanhas e cónicas após as flores . As sementes , são facilmente dispersas pelo vento e conseguem "viajar" por vezes cerca 4 a 5 vezes a altura da árvore -mãe , para além disso , podem permanecer viáveis por cerca de 5 a 6 anos . Factos , que abonam muito a favor , da conservação desta espécie .

Plante as suas sementes no Outono , assim terá uma bela plantinha quando chegar a Primavera . Se por outro lado , decidir esperar até á Primavera para fazer a sementeira , o mais provavél é que só tenha uma nova planta passado um ano .

Se preferir poderá ainda usar a estaquia , que resulta igualmente bem .

  • Alguns conhecedores referem alguma dificuldade no transplante , poderá até nem acontecer , mas se tiver dificuldades não desanime pois não será certamente o único caso . Perseverança .... e vai ver que conseguirá em pouco tempo uma bonita árvore .

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Seguindo as placas

Jardim das Portas do Sol em Santarém
Estas pequenas flores pertencem á bonita árvore Cercis siliquastrum , mais vulgarmente conhecida como árvore de judas ou olaia . É nativa da região Mediterrânica , mas encontra-se espalhada por inúmeros jardins de toda a Europa . Todos os anos , a partir de meados de Março , floresce intensamente trazendo mais cor para os ainda frios , dias de Inverno . Crescem profusamente , ainda mesmo de aparecerem as folhas e por vezes directamente dos ramos mais velhos , algo não muito vulgar em árvores . Este pequeno género de plantas , ao todo , engloba 6 ou 7 árvores caducas e arbustos da família botânica Fabaceae . O seu fruto faz lembrar uma vagem de ervilhas e é geralmente produzido pela planta de forma abundante , tornando-se a maneira mais fácil de a propagar .